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28/06/2020 19:18

QUARENTENA CABULOSA: CONHEÇA A ROTINA DA NOSSA ATACANTE MIRIÃ

- Bianca Crispim

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

A paralisação dos campeonatos esportivos por conta da pandemia do novo coronavírus fez com que as atletas do futebol feminino do Cruzeiro precisassem de criatividade para ocupar o tempo livre. Distante dos campos, seja para treinar ou jogar, as Cabulosas estão se reinventando em casa, ao lado de seus familiares, para passar por esse período de quarentena e isolamento social.

Dando sequência a série de conteúdos “QUARENTENA CABULOSA”, nessa semana conheceremos a rotina da Miriã, atleta que mais atuou com a camisa cinco estrelas. Confira!

Miriã - Foto: Vinnicius Silva

Miriã dos Santos Silva
21 anos
Data de nascimento: 31/12/1998
Naturalidade: Mogi das Cruzes-SP

Se você olhar para o céu de Mogi das Cruzes e perceber uma pipa dançando no ar, saiba que ela pode ter a assinatura da cabulosa Miriã. Afinal, foram nas rabiolas, varetas, linhas e papéis que a nossa atacante encontrou um refúgio para os dias mais ociosos desta quarentena. E o melhor, a brincadeira não só gera o entretenimento da atleta, como resgata uma herança de momentos em família e de um pequeno negócio passado de pai para filha.

Pipas, papagaios, raias ou pandorgas. O nome pouco importa, já que essa variação existe de região para região.  Fato é que o brinquedo que colore os céus e vem atravessando gerações aos redores de todo o mundo, até hoje chama atenção de crianças e adultos. E com a Miriã não seria diferente.

Na infância, a cabulosa era uma verdadeira moleca. Adorava subir em árvores e soltar pipa na rua, sem se importar com o que os outros pensavam. Seu pai era o companheiro nas brincadeiras, e o que encantava Miriã é que além de se divertirem juntos, eles produziam seus próprios brinquedos. Por esse motivo, a ligação entre os dois era ainda mais especial.

Depois de muito tempo fora de casa, voando alto na concretização de um sonho que é a carreira profissional de atleta de futebol, a atacante está de volta, e foi durante a quarentena em família que a atleta teve a ideia de transformar aquela experiencia de menina, guardada na memória, num empreendimento familiar. Podendo assim, multiplicar os sorrisos da criançada do Parque Residencial Itapety, em Mogi das Cruzes.

“Eu sempre gostei de pipas, desde criança. Quando vim pra São Paulo os primeiros dias eu só queria ficar em casa, agarradinha com minha família. Porém, com o passar do tempo comecei sentir a necessidade de fazer algo novo. Foi então que tive essa ideia de relembrar o tempo de quando o meu pai fazia pipa pra mim por diversão. No começo produzia só para o meu uso mesmo. Mas quando eu soltava aqui perto de casa, os meninos do bairro começaram gostar do jeito das minhas pipas e começaram a pedir para que eu vendesse pra eles. Claro que não iria negar né? Então, foi assim que comecei a produzir pra vender, e tem dando muito certo”, contou Miriã.

Uma herança, um ensinamento passado de pai para filha, e um aprendizado que superou as linhas do tempo e hoje, através do isolamento social, conseguiu se transformar em linhas que dão vida à divertida brincadeira de fazer malabarismos no céu.



“Relembrar os bons tempos da minha infância de quando soltava pipa aqui no bairro sem nenhuma preocupação é bom demais! Mas, melhor ainda é poder reviver essa emoção e curtir a sensação agora, já adulta, ao lado do meu pai, com toda a bagagem vivencial que carregamos”, completou a atleta celeste.

Além da produção em família, Miriã contou ainda que tem aproveitado a quarentena para estudar bastante, ler os livros recomendados pela comissão técnica celeste, e claro, treinar.


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